
Amós era um humilde homem do povo que querendo eliminar de Israel os maus governantes que abusavam do povo indefenso, percorreu o país durante 15 anos, clamando pelo retorno da justiça honesta.
Ele mesmo não se considerava um profeta: "Não sou profeta nem sou filho de profeta; sou pastor de gado e cultivo sicômoros" (AMÓS 7.14). - O sicômoro era uma árvore utilizada para construção. O nome Amós significa “aquele que leva algo consigo”.
Amós surgiu quando pairava sobre os pequenos estados da palestina a sombra ameaçadora da Assíria, no reinado de Jeroboão II (781-743 A.C.). Sob o governo do rei Jeroboão II, a nação de Israel vivia na maior prosperidade desde os reinados de Davi e Salomão mais de 200 anos antes. Aquele povo, como muitas pessoas religiosas hoje, interpretava a prosperidade como sinal da aprovação divina e, por isso, foi resistente aos desafios lançados por profetas como Amós.
O Profeta Amós foi um precursor do monoteísmo universal e criticou veementemente diversas nações, em especial Judá e Israel pela hipocrisia religiosa e a corrupção dos que deveriam aplicar a lei. Preocupado com o desnível entre ricos e trabalhadores, pedia ao povo que estudasse que para deixassem de ser escravos, que purificassem suas mentes com a virtude para assim, voltassem a ser fortes e respeitados.
A tese central do livro de Amós está contida no cap 2, 6-16 onde denuncia, com vocabulário e frases fortes a injustiça e a hipocrisia de uma vida religiosa que nada mais é senão uma espécie de sistema de segurança e ao mesmo tempo de alienação.
Para esse Profeta, o grande escândalo, o crime imperdoável da sociedade israelita, é a exploração dos pequenos pelos grandes : “Porque vendem o justo por dinheiro, e o pobre por um par de sandálias” (Amós 2-¨6) e ainda “porque esmagam no pó da terra a cabeça do pobre, e transviam os pequenos” (Amós 2-7)
O Prumo de Deus (Amós 7:1-9)
No início do capítulo 7, Amós relata uma série de três visões de julgamento: os gafanhotos, o fogo consumidor e o prumo. Nas duas primeiras, Deus atendeu às súplicas do profeta e desistiu dos seus planos de destruir a nação. Mas na terceira visão, Deus deixou claro que não voltaria atrás.
Na sua visão do prumo( a terceira dentre cinco) Amós anuncia que os muros dos Templos, dos Tribunais e das casas dos hebreus, estão condenados a cair, pois eles foram construídos sem as ferramentas que dão estabilidade, conhecimento que foi esquecido por preguiça e por soberba. Aqui, o símbolo do prumo aparece em toda sua expressão moral e intelectual e com a mesma aplicação social que prega a Maçonaria.
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